2.1.11

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Peço imensas desculpas, mas " Um segredo meu " chegou definitivamente ao fim. Quero finalmente virar esta página da minha vida. 2010 já se foi e este é o segundo dia de 2011, por isso, quero despedir-me agora de ti.
Vou arrumar-te num canto no meu coração. Vais ficar para sempre comigo, mas no lugar certo. Porque apesar de saber que na realidade vais ser sempre o amor da minha vida, está mais do que na altura de seguir em frente. E eu sei que já disse que o ia fazer vezes sem conta, mas agora, agora é mesmo de vez porque estou na melhor altura para o fazer, porque quero começar uma nova etapa da minha vida sem ti, sem nada do que é teu. Sem recordações. Não sei se o devo fazer, mas quero queimar tudo o que me resta teu. Desde os bilhetes das viagens que fazia para ir ter contigo às fotografias. Desde as minhas palavras perdidas a tudo o resto. E se eu pudesse, apagava os nossos cantos, os nossos lugares, apagava a cidade dos nossos eternos segredos.
Em tempos, adorava que soubesses como me tenho saido sem ti e sem os teus conselhos. Hoje, sinto-me suficientemente forte para seguir viagem sem ti. Porque sim, eu vou fazer uma viagem, vou ter comigo, vou procurar-me e saber quem sou na realidade. Ainda tenho tanto para descobrir, tanto para aprender, tanto para crescer, tanto para mudar. E se eu estiver sempre agarrada a um passado nosso, não vou encontrar nunca as melhores coisas da vida, nem a eterna felicidade de outro amor.
Eu Amo-te, mas garanto-te que agora não seria capaz de voltar a dar tudo por ti, nem a lutar tanto por nós. Eu Amo-te, mas este amor já foi muito mais forte. Eu Amo-te e sei que não vou deixar de amar nunca. Mas a vida é mesmo assim. E não é só para mim, é para todos. A vida é tudo num momento, e no outro, pode já nem fazer sentido. Mas desistir dela não é solução e fugir é ainda pior. Porque a vida corre mais rápido do que o tempo e as palavras e apanha-nos sempre que quer. Sempre que se quer rir e divertir. Sempre que quer chorar e gritar. E o pior, é que nos momentos maus nos deixamos sempre arrastar por ela, porque não temos nem força, nem luz. Mas existem tantas coisas maravilhosas, tantas coisas pelas quais vale a pena estar vivo, tantas coisas que nos podem dar força. E temos todos de aprender o jogo do Mundo, temos de aprender que aqui é cada um por si e que às vezes, mais vale ouvir do que falar. Mais vale olhar do que tocar. Mais vale sonhar do que possuír. Mais vale arriscar do que ficar na ignorância. E tu, meu querido e eterno amor, ainda tens de aprender tudo. E sabes porquê? Porque nunca amas-te niguém e o amor é a essência, é a vontade, a coragem, a ousadia e independentemente de todos os estragos que faz, é perfeito. Porque o amor está em tudo, porque o amor está no meio de uma familia, de um casal e até mesmo da amizade. E eu ainda acredito que um dia vais compreender todas estas palavras que te digo. Mas isso só acontecerá quando paráres para pensar, quando amares de verdade e sentires medo de perder.
Peço-te: não pronuncies mais o meu nome, não me ligues, não me envies mensagens de texto, não me faças comentários nas redes socias, não penses em mim, não me associes a nada e se um dia voltares a passar por mim na rua, não te aproximes de mim, não quero que corras e muito menos que me abraces. Prometo que se cumprires tudo isto, mais tarde, quando já não sentir a falta do teu amor, irei ter contigo e pedir-te para que voltes e me ofereças de novo a tua verdadeira amizade. Até lá, cuida de ti. Até lá, pensa em ti, pensa em mudar e nunca te substimes. Corre atrás da tua vida feiticeiro, porque amanhã já pode ser tarde demais. Corre antes que ela te desapareça da vista. E lembra-te que eu mais tarde vou voltar, pelo menos para aplaudir as tuas vitórias.



a tua eterna bolinha de neve,
12-09-09/02-01-11

26.12.10

A minha decisão está tomada. Eu não te quero mais na minha vida, eu não quero que voltes, nem que te arrependas, nem que me ames. Tu só me fazes mal. E os dias passam, e eu cada vez tenho mais certezas de que é melhor assim. Não quero que me fales, não quero te lembres de mim, nem que digas que gostas mesmo muito de mim, porque isso está muito longe de ser verdade. 
Desculpa, mas eu não vou conseguir cumprir o pacto de manter pelo menos a nossa amizade para sempre. Porque eu já não aguento sequer ouvir o teu nome, eu já não suporto as memórias que guardo tuas, e isto, não é uma amizade. Há muito que deixou de o ser. Há muito que deixas-te de confiar em mim. Há muito que não me contas os teus problemas. Há muito que não temos conversas sobre a nossa vida, como naquela manhã, em que mesmo estando frio, eu me levantei bem cedo da cama, corri para a estação, meti-me no comboio e fui ter contigo. Há muito que não brincamos juntos, que não sorrimos juntos, como bons amigos que somos. Ou melhor, que éramos. Há muito que não partilhamos momentos. E eu acho que isto também chegou a este ponte porque a tua rotina é diferente da minha e não podíamos estar sempre a fugir à regra de dois Mundos completamente opostos. Eu não podia meter-me no comboio e voltar de autocarro todas as manhãs. E tu não podias vir todas as noites visitar-me, contar estrelas e ver a lua comigo. Em tempos, não achava totalmente piada nenhuma ao facto de estares quase sempre longe de mim, agora, mesmo que não queira vou começar a achar. Porque independentemente de morrer de saudades tuas, sei que isto é o melhor para mim, sei que ter-te longe de mim é sem dúvida a melhor das opções, sei que ver-te à minha espera de braços abertos não vai acontecer mais. Juro de coração que já me mentalizei, juro de coração que só falta mesmo esquecer-te. E agora, ao escrever estas tão pequenas palavras, acho que dei a entender que o que me resta fazer é coisa fácil. Mas não, não é. Tenho a certeza de que ainda vou chorar muito mais por ti, apesar do amor que sinto por ti, ir desaparecendo aos poucos, mas voltando novamente no minuto a seguir. Tenho a certeza de que vai chegar o dia em que ele vai desaparecer e não voltar mais e vou declarar esse como, o dia em que te esqueci, o dia da tua eterna partida. Porque agora é com esse dia que eu sonho, e não com o do teu eterno regresso. 
Sabes, 2010 está a chegar ao fim, e eu quero deixar-te aqui. Não vou achar piada é à ideia de logo no primeiro dia do ano, ter de te dar os parabéns. Mas como eu tenho bom senso, vou fazê-lo. Mas continuando, eu quero mesmo deixar-te aqui, quero usufruir do velho ditado " Ano Novo, Vida Nova ". O ano vai mudar, e eu quero começar uma nova etapa da minha vida sem ti do meu lado. Sem as tuas birras, sem as tuas brincadeiras, sem os teus joguinhos que me consomem a alma, sem nada do que o teu. Tu não vales nada, há muito que perdes-te o teu brilho, há muito que preferis-te deixar o simples rapaz feliz e passar de novo aos velhos tempos de garanhão. Tu assim não tens valor. Tu assim só te iludes, só magoas quem mais te quer bem. Mas como eu já não posso fazer mais nada, vou deixar-te assim. Sem mais palavras. 

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Peço-te, nunca desistas de crescer!

18.12.10

Se não te posso ter a ti, então também não quero mais ninguém!


E sabes porquê?

Porque mais ninguém tem uma personalidade como a tua, um feitio, uma voz, um cabelo, um sorriso, um olhar, uma cara. Umas expressões tão engraçadas quanto as tuas, umas brincadeiras tão parvas. Porque mais ninguém tem o calor dos teus braços, a tua paciência, e até mesmo o teu coração. Porque ninguém é assim como tu, porque tu não tens uma pessoa exactamente igual a ti noutro beco qualquer. E como eu só gosto de ti, não quero mais ninguém. Nem agora, nem nunca.

Feiticeiro, faz o tempo voltar atrás e traz o que é bom de volta ...

12.12.10

3.12.10


Hoje o dia estava a correr-me bem, e eu até me sentia feliz. Mas quando cheguei a casa e entrei no meu quarto, lembrei-me de ti, não sei porque, mas lembrei. E corri para a minha caixa das recordações para ver tudo o que tenho teu, para te sentir aqui mais um bocadinho. E senti. Senti o meu coração a despedaçar-se ainda mais, senti arrepios de desilusão.. Mas não vou dizer mais que preciso de ti, porque eu tenho de meter na cabeça que não preciso, que consigo cuidar de mim sozinha, que não preciso das tuas palavras, que a tua segurança não me faz falta, que estou muito melhor assim, contigo longe de mim. E na realidade, estou mesmo. Contigo, estou a magoar-me, e sem ti, também. Mas sem ti é só por agora, porque eu sei que mais tarde vai passar, que mais tarde a magoa desaparece, a dor desaparece, tudo desaparece. E os meus dias voltam a ter sete cores, sete alegrias, quer dizer, mais. Os meus dias vão ser alegres de manhã até à noite, porque eu não vou pensar em ti, porque todas as recordações vão deixar de fazer sentido e porque o meu coração, esse, aí esse, já vai estar limpo e sem cicatrizes.
Tu sabes L., tu sabes que isto sem ti está tudo diferente, que isto ficou tudo virado de pernas para o ar, que por mais que eu queira esconder está à vista de todos, tu sabes, é impossível tu não sentires. É impossível tu não reparares na minha alma sempre a vaguear atrás de ti. É impossível! Mas eu aceito. Aceito o frio destes dias, aceito a tua ausência, aceito esta dor, aceite este tempo. Porque fui eu que tive a coragem de te dizer Adeus, porque fui eu que me despedi de ti, porque agora, sou eu quem não quer mais nada do que já foi nosso. E sim, estou decidida, nada me fará voltar atrás. Nem a hipótese de ter tudo como no inicio!
Chega de fazer só por fazer, pensar só por pensar, dizer só por dizer, sentir, nem é só por sentir, é mesmo não sentir.


Os nossos caminhos não se cruzam mais. Tu segues o teu, e eu, eu sigo o meu!


1.12.10

 

E disseste, mais um vez, que agora era diferente. E foi? Não, não foi. Mas eu como tenho um coração inocente acreditei que seria, acreditei que podiamos ser felizes outra vez, mas desta vez, mais ainda. Acreditei que naquela noite as coisas iriam mudar, e que aquelas estrelas e aquela lua, decideriam para sempre o nosso futuro. Mas mesmo que quisessem decidir, tu não deixavas, tu destruís-te tudo outra vez. E agora, eu abri os olhos, e agora eu não vou acreditar mais em ti, e agora, mesmo que queiras voltar irei conseguir dizer-te que não, irei mandar-te ficares ai, nesse esconderijo, nesse canto para onde só vão as pessoas fracas como tu, as que desistem, as que brincam, as que não sentem.
Deixa só a marca das tuas mãos desaparecer nas minhas, e o sabor dos teus lábios desaparecer nos meus, deixa só o meu coração deixar de chamar tão alto por ti, e tu vais ver. Vais ver a pessoa forte em que me vou tornar, vais ver como vou ser feliz e conquistar os meus sonhos. Mas para já, para já, quando coloco o meu corpo em frente ao espelho, ainda não me vejo a mim, ainda nos vejo a nós. Porque na realidade, esta não sou eu, este corpo que anda por aqui somos nós, são pedaços de memórias, são promessas quebrados, e almas confundidas.
Eu prometo que um dia deixo de gostar assim de ti !