26.12.10

A minha decisão está tomada. Eu não te quero mais na minha vida, eu não quero que voltes, nem que te arrependas, nem que me ames. Tu só me fazes mal. E os dias passam, e eu cada vez tenho mais certezas de que é melhor assim. Não quero que me fales, não quero te lembres de mim, nem que digas que gostas mesmo muito de mim, porque isso está muito longe de ser verdade. 
Desculpa, mas eu não vou conseguir cumprir o pacto de manter pelo menos a nossa amizade para sempre. Porque eu já não aguento sequer ouvir o teu nome, eu já não suporto as memórias que guardo tuas, e isto, não é uma amizade. Há muito que deixou de o ser. Há muito que deixas-te de confiar em mim. Há muito que não me contas os teus problemas. Há muito que não temos conversas sobre a nossa vida, como naquela manhã, em que mesmo estando frio, eu me levantei bem cedo da cama, corri para a estação, meti-me no comboio e fui ter contigo. Há muito que não brincamos juntos, que não sorrimos juntos, como bons amigos que somos. Ou melhor, que éramos. Há muito que não partilhamos momentos. E eu acho que isto também chegou a este ponte porque a tua rotina é diferente da minha e não podíamos estar sempre a fugir à regra de dois Mundos completamente opostos. Eu não podia meter-me no comboio e voltar de autocarro todas as manhãs. E tu não podias vir todas as noites visitar-me, contar estrelas e ver a lua comigo. Em tempos, não achava totalmente piada nenhuma ao facto de estares quase sempre longe de mim, agora, mesmo que não queira vou começar a achar. Porque independentemente de morrer de saudades tuas, sei que isto é o melhor para mim, sei que ter-te longe de mim é sem dúvida a melhor das opções, sei que ver-te à minha espera de braços abertos não vai acontecer mais. Juro de coração que já me mentalizei, juro de coração que só falta mesmo esquecer-te. E agora, ao escrever estas tão pequenas palavras, acho que dei a entender que o que me resta fazer é coisa fácil. Mas não, não é. Tenho a certeza de que ainda vou chorar muito mais por ti, apesar do amor que sinto por ti, ir desaparecendo aos poucos, mas voltando novamente no minuto a seguir. Tenho a certeza de que vai chegar o dia em que ele vai desaparecer e não voltar mais e vou declarar esse como, o dia em que te esqueci, o dia da tua eterna partida. Porque agora é com esse dia que eu sonho, e não com o do teu eterno regresso. 
Sabes, 2010 está a chegar ao fim, e eu quero deixar-te aqui. Não vou achar piada é à ideia de logo no primeiro dia do ano, ter de te dar os parabéns. Mas como eu tenho bom senso, vou fazê-lo. Mas continuando, eu quero mesmo deixar-te aqui, quero usufruir do velho ditado " Ano Novo, Vida Nova ". O ano vai mudar, e eu quero começar uma nova etapa da minha vida sem ti do meu lado. Sem as tuas birras, sem as tuas brincadeiras, sem os teus joguinhos que me consomem a alma, sem nada do que o teu. Tu não vales nada, há muito que perdes-te o teu brilho, há muito que preferis-te deixar o simples rapaz feliz e passar de novo aos velhos tempos de garanhão. Tu assim não tens valor. Tu assim só te iludes, só magoas quem mais te quer bem. Mas como eu já não posso fazer mais nada, vou deixar-te assim. Sem mais palavras. 

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Peço-te, nunca desistas de crescer!

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