E disseste, mais um vez, que agora era diferente. E foi? Não, não foi. Mas eu como tenho um coração inocente acreditei que seria, acreditei que podiamos ser felizes outra vez, mas desta vez, mais ainda. Acreditei que naquela noite as coisas iriam mudar, e que aquelas estrelas e aquela lua, decideriam para sempre o nosso futuro. Mas mesmo que quisessem decidir, tu não deixavas, tu destruís-te tudo outra vez. E agora, eu abri os olhos, e agora eu não vou acreditar mais em ti, e agora, mesmo que queiras voltar irei conseguir dizer-te que não, irei mandar-te ficares ai, nesse esconderijo, nesse canto para onde só vão as pessoas fracas como tu, as que desistem, as que brincam, as que não sentem.
Deixa só a marca das tuas mãos desaparecer nas minhas, e o sabor dos teus lábios desaparecer nos meus, deixa só o meu coração deixar de chamar tão alto por ti, e tu vais ver. Vais ver a pessoa forte em que me vou tornar, vais ver como vou ser feliz e conquistar os meus sonhos. Mas para já, para já, quando coloco o meu corpo em frente ao espelho, ainda não me vejo a mim, ainda nos vejo a nós. Porque na realidade, esta não sou eu, este corpo que anda por aqui somos nós, são pedaços de memórias, são promessas quebrados, e almas confundidas.
Eu prometo que um dia deixo de gostar assim de ti !

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