24.10.10

Este homem que eu julguei como o certo para mim, não é mais do que um rapaz, vestido com uma capa de super-herói e com um sorriso que rapta corações. E sabem, raptou o meu, num espaço de segundos, num tudo e nada. Foi à mais de um ano atrás, ainda tinha uma alma inocente e um coração jovem, mas mesmo assim, ele fez questão de me levar a vida. De me levar alegria, a vontade, a força, a dedicação e tudo o que eu achava ser de mais precioso em mim. Já nem sei se consigo se quer chorar por ti, se chorar, é por mim. Porque já me tiras-te tudo. E olha, o tempo e o amor nunca foram amigos, e eu cansei-me de esperar por ti. Não adianta pedirem-me para não desistir, porque hoje, eu desisto de ti! Não sei se desisto para sempre, mas o que interessa é que hoje quero fazê-lo. Porque só eu sei a dor que carrego cá dentro desde o dia em que te foste embora, desde o dia em que me viraste os sentidos ao contrário, e me deixas-te ali, imovél, caída no chão, sem luz, sem paz, sem alma. Eu sei que já me devolveste o coração, mas devolveste-o quebrado, cheio de cicatrizes. Mas o pior, é que às vezes ainda mo voltas a tirar, e depois voltas a devolver, mais estragado e mais fraco. Agora, neste preciso momento, sinto-me com um bocadinho mais de força, e vou usá-la, sem dúvida, para desistir de ti. Porque para isso, eu também preciso de querer, e eu nunca quis, sempre sofri por amor, e nunca me importei. Mas agora chega, chega mesmo!


Podem ser precisos séculos para apagar as mágoas, mas o que é certo é que elas desaparecem. E estas um dia vão desaparecer. E sabes, o dia em que deixar de esperar algo de ti, vai ser o mesmo em que morres-te no meu coração!

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